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Amor sem limites ( ou travestis não podem amar? )

abril 2, 2011

Traumatizado por flagrar o próprio pai travestido de mulher, Raphael cresceu com sérios problemas psicológicos. Na solidão de seu quarto, o rapaz passava madrugadas inteiras caçando fotos de pornografia na internet. Seu disco rígido era mais promíscuo e libertino que qualquer fotologer.

Ao ser aprovado para uma universidade federal, o rapaz se mudou para o Rio de Janeiro, onde iria morar numa república de estudantes, na Urca. Apesar de seus sérios problemas de sociabilidade, aos poucos foi criando laços de coleguismo com alguns dos rapazes. Ao fim do primeiro semestre, aceitou sair para tomar uma cerveja no Largo do Machado, o que já era uma grande evolução.

Embriagado e perdido, Raphael cambaleou pelas ruas desertas, mas conseguiu chegar até a orla. Sem o menor senso de direção, seguiu para o Aterro do Flamengo, achando que estava indo para casa. Entre alguns arbustos, vomitou tudo o que havia bebido e mais um pouco. Ficou sentado sob a copa de uma amendoeira, até se recompor.

Quando conseguiu se firmar nas duas pernas, Raphael caminhou até a avenida principal. Avistou uma mulher de vestido rosa-choque, do outro lado, e foi perguntar-lhe como faria para chegar na Urca. Para sua surpresa, a tal figura era uma boneca travesti, que fazia ponto por aquelas bandas, mais conhecida como Samantha Reever Terius.

Perturbado com a descoberta, Raphael não conseguia soltar um murmuro que fosse. A lembrança de seu pai travestido inundava sua mente, trazendo de volta todas as sensações desagradáveis que sentira naquela fatídica noite. Sem saber o que fazer, Samantha o abraçou e acariciou sua nuca. Nem milésimo de segundo, o rapaz se recuperou do susto e sentiu uma leve ereção se formando dentro de sua calça jeans.

A boneca também sentiu o volume se formando, e disse que faria a completa com ele, por um valor bem módico. Sem pestanejar, e tomado pelo desejo, Raphael enfiou a mão no bolso e tirou todo o dinheiro que tinha. Envergonhado, mostrou para ela os R$ 3,70 que tinha, e perguntou o que poderia ser feito com tal quantia. Samantha o pegou pela mão, atravessou a pista e entrou na escuridão do parque arborizado.

Raphael nunca teria imaginado que um dia iria bater punheta para uma travesti por tão pouco dinheiro, mas tudo aquilo mexeu com sua libido, e ele curtiu cada momento daquela novidade como uma criança que acaba de ganhar o melhor brinquedo de todos os tempos. Nem se enojou ao ser atingido por vários jatos de esperma quente na testa desnuda. Depois de se limpar, deu um beijo estalado na bochecha da boneca e segui todo feliz para a república.

Atualmente, o rapaz não só está livre de seus traumas, como também ajuda o próprio pai a se arrumar para a balada. Apesar de sentir desejo por travestis, Raphael evita transar com qualquer uma. Sempre que sente aquela vontade, liga para Samantha. E como ele adora bater punheta para ela, que nem cobra mais pelo serviço.

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2 Comentários leave one →
  1. abril 30, 2011 1:06 am

    Ai, Rafael… HAHAHAHAHA, muito tenso tudo isso.

  2. abril 30, 2011 1:10 am

    Olha, não posso deixar de pontuar: Muito obrigado por me fazer rir. Sério, não aguento mais gente me amolando, gente que cultiva chorumela…
    Esteja certo, cada vez que vc me faz dar gargalhada eu garanto que vc se torna alguém ainda mais ilumindo.
    THANKS!

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