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O Drama de Falsiane [ Epílogo ]

junho 10, 2012

Evertom era casado, e pai de dois filhos pequenos. Só embarcou naquela aventura por achar que conseguiria uma trepada sem compromisso e poderia chegar em casa mais leve. Ao perceber que os rapazes do reboque já estavam ali, espiando tudo na surdina, saiu do carro sem se despedir, nem dizer tchau.

Amanda conseguiu que seu carro fosse rebocado até a Tijuca, mas amargou a vergonha de ser abandonada duas vezes numa mesma noite. Até tentou flertar com os rapazes do reboque, para ver se recuperava o prejuízo, mas voltou para casa sozinha e com o tesão acumulado. Teve que se contentar com os canais pornôs e com o miojo sabor galinha-caipira que encontrara no fundo do armário.

Regina dobrou o plantão e comeu a canjica que sobrara da festa junina. Não há nada de interessante em sua vida, além dos fatos supracitados.

Falsianeriu tanto da peça que pregara em Amanda, que acabou engolindo de mal jeito o chiclete. Entalou e ficou lá, sozinha em sua baia, estrebuchando até perder os sentidos. Em seu enterro, a mãe chorava muito, e pediu perdão por tê-la batizado com um nome tão feio. Dali, todos seguiram para o rodízio de pizza, e tudo teria acabado bem, se o garçom não tivesse informado previamente que não estavam trabalhando com cartão de crédito naquela semana…

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