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Microconto da injustiça

dezembro 1, 2012

Kedma se sentia a nêspera mais gostosa da bandejinha. Certo dia, desequilibrou-se do salto alto e bateu com a cabeça no meio-fio. Sangrou no asfalto quente até morrer. Daí veio a luz, o túnel de fumaça e… pronto:  reencarnou como pitaya. Ela brotou, ganhou corpo e quando estava prestes a ficar madura, foi parar no supermercado. Ficou toda contente quando viu seu preço e até tirou onda com o kiwi, mas acabou encalhada. Na semana seguinte foi pro lixo junto com as bananas, e ficou de mimimi. “Essa vida é muito injusta” – repetia sem parar, até virar chorume. Não tá fácil pra ninguém.

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