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A cara do pai

setembro 3, 2011

Eucrísia Maria embarrigou de um pedreiro cigano, cujo nome ninguém sabe. Ele fez uma gambiarra em seu telhado, e ela pagou com uma noite de sexo inconsequente, regada a cachaça, cerveja e azeite de oliva. Tudo culpa dos pelinhos crespos, que escapavam da camisa do rapaz e a tiraram do sério. Nove meses depois, a rapariga trouxe ao mundo um belo tijolo maciço, pesando quase três quilos. “É a cara do pai”, repetia enfeitiçada, enquanto as enfermeiras e o obstetra pensavam numa forma plausível de explicar mais um absurdo causo suburbano.

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