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A porra toda e um pratinho de batata frita

julho 13, 2013

Destruir a porra toda: esse era o sonho de Hobson. Sua namorada, Jocélia, terminou por Whatsapp. Furioso, jogou no Google e descobriu que poderia fazer napalm em casa. Depois que a namorada o largou por um pagodeiro, ele perdeu a alegria de viver. Agora, só precisa de isopor e gasolina. A maldita o trocou por um gordinho barbudo que toca pandeiro. O fogo gerado pelo napalm é quase impossível de ser apagado. Hobson raspou a cabeça com gilete. Jocélia confirmou presença num evento pelo Facebook. Duas garrafas seriam o suficiente. Ela postou uma foto com o cara suado, e parecia feliz na roda de Samba que rolava em Olaria. Com o coração partido, o jovem ateou fogo no tecido que pendia do gargalo. Alguém puxou um samba de Noel Rosa. Hobson adorava “Fita Amarela”. Jocélia tinha lágrimas nos olhos. Hobson sabia que ela pensou nele. Apagou o fogo, e o napalm foi pro ralo. Jocélia saiu para comprar um pratinho de batata-frita, e Hobson perguntou se ela queria um sachê de maionese. O pagode continuou comendo solto. Eles entenderam que o amor acabou, mas a batatinha estava uma delícia.

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