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Sanelson e Cleudimara

junho 1, 2015

Ao pé do ouvido de Sanelson, um sussurro: “És um negão de tirar o chapéu.” Cleudimara estava impossível naquela noite, de tão assanhada e foguenta. A mulata freqüentava o samba da viela desde sempre, mas nunca fora assim, tão exibida. Conseguiu chamar a atenção de todo mundo com o balançar de sua saia rodada, e ainda foi embora com seu muso de ébano, ostentado como um verdadeiro troféu.

Chegando em seu barraco, no morro do Cruzeiro, ela ofereceu mais uma cerveja. Era um lugar humilde, mas bem cuidado. Toalhinhas de renda ornamentavam a mesa e as barras das cortinas. Sobre o sofá, uma coleção de almofadas de pelúcia disputavam espaço com duas sacolas de roupa suja, que Cleudimara trouxera da Barra para lavar e passar. “Tá calor aqui, hein?” exclamou Sanelson, enquanto matava o resto da latinha e sacudia a camisa pela gola.

“Não seja por isso!” exclamou a mulata, num pulo, enquanto abria a porta da geladeira, girando o termostato ao máximo. “Não tem ar-condicionado mais porreta que o meu!” Eles riram e se beijaram, para logo depois se engalfinharem nus pelo colchão. Sanelson concedeu-lhe um minete vigoroso, que a fez revirar os olhos. Depois copularam como dois cães no cio e, por fim, fecharam a noite dormindo de conchinha, sob o lençol de bordas poídas.

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