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Achocolatado

junho 30, 2016

Toda manhã, quando entra na padaria que fica na esquina da Rua Dionísio com a Rua Jaci, Neuzinha apoia a bolsa sobre a prateleira de biscoitos, inclina o corpo sobre o balcão e pede um achocolatado pelando para o cafuçu de olhos verdes. Ela se recusa a pedir um Nescau ou um Toddy:  gosta mesmo é de falar “a-cho-co-la-ta-do”, com todo o chiado que sua carioquice suburbana permite. Adanette, moça do caixa, morre de ciúmes e jura de pés juntos que a cliente está dando em cima do servente, mas a verdade é outra: o tesão de Neuzinha é segurar aquele copo quente enquanto espera o 679 (Méier-Grotão), só esperando o dia em que terá coragem de derramá-lo sobre a cobradora que ousou soltar spoiler do Casamento Vermelho de Game of Thrones, há uns alguns anos. Sim, ela é vingativa, mas também é meio cagona.

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