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Samba, suor e orgasmos

janeiro 31, 2008

Thamires vestiu um biquini dourado, espalhou purpurina pelo corpo, prendeu o cabelo com uma flor de plástico e misturou um rivotril no refresco de acerola que serviu para as crianças. Saiu de casa escondida de Oséias, pela porta dos fundos, e caiu no samba. De um bloco no Cachambi, seguiu para o Méier, passando depois por Quintino e Madureira.

Rebolou no colo de desconhecidos, refrescou-se com o suor alheio e subiu numa banca de jornal. Lá do alto, colocou os seios para fora e exibiu os mamilos rosados. Fazia tudo isso com cara de desejo, como se fosse uma cachorra no cio, lambendo os beiços e alisando-se com devassidão. O povo gritava em uníssono: “Safada! Gostosa! Putona”. E isso a excitava cada vez mais.

Pouco antes do sol se pôr, a jovem tarada voltou para casa, morta de cansaço. Pulou o muro da vizinha, arrancou uma toalha do varal e tomou banho de mangueira no quintal. Encontrou o marido dormindo no sofá, e as crianças caídas pela casa. Subiu para seu quarto, colocou um vestido azul, prendeu o cabelo em coque e enfiou uma bíblia debaixo do braço.

Cutucou Oséias, até acordá-lo. Dissimulada, fingiu ter passado o dia inteiro no culto e ainda o repreendeu por deixar as crianças dormirem no piso gelado de cerâmica. Ele tentou retrucar, mas ela estava fora de si, dizendo que nem podia louvar ao senhor em paz. O casal discutiu fervorosamente, e Thamires saiu de casa enfurecida, alegando que precisava de um tempo para se recompor.

Naquela noite, a morena fez a festa. Arrancou o vestido e revelou estar vestindo um conjuntinho amarelo de lycra. Tomou um ônibus e, sem rumo, acabou em Copacabana, na porta da boate Help. Bebeu somente duas doses de pinga e já se jogou no colo da galera. Participou de uma orgia com dois ingleses, que a convidaram para morar em Londres.

Thamires foi vendida como escrava sexual para um magnata libanês, adepto do vouyerismo e dono de uma rede internacional de jogos de azar. Diariamente, ela é obrigada a manter relações com inúmeros homens mascarados, que a tratam como uma das mais desprezíveis criaturas. Ela finge sofrer e chora, mas a verdade é que nunca teve tantos orgasmos em sua vida.

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