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Desejos… malditos sejam!

janeiro 12, 2009

Tão logo despertou, Rosalha procurou pelo ombro do marido, como de costume, e tomou um susto. Ao seu lado, na cama, um enorme minotauro, com chifres compridos e pontiagudos, roncava profundamente. Apavorada, ela rezou para que mal algum lhe acontecesse, até o momento que ele despertou.

Ainda tonto, ele a abraçou, perguntado porque tremia tanto. Rosalha só soltou um gemido e, trêmula, apontou para o espelho no teto. Rômulo não se lembrava de terem ingerido alguma bebida exótica, ou droga alucinógena. Mas gostou da transformação. Sentia-se mais viril, robusto, cheio de vida.

Num estalo, Rosalha lembrou-se de terem visto uma estrela cadente, na noite anterior. Bêbada, ela desejou que o marido tivesse o vigor de um touro, sem perder o que tinha de melhor. Rômulo, excitado com a novidade, começou a acaricia-la quando, ao levantar o lençol, arregalou os olhos. Ele também lembrara do que havia pedido e, com ar de moleque, tentou se explicar:

– Pois é, querida… olha que engraçado! Lembra aquela vez que você sonhou que eu tava dando uns pegas na Roberta Close? Então…

Rosalha puxou o elástico da calcinha e ficou boba com o que viu. Num misto de asco e alegria, agarrou o marido e beijou-lhe. Se aquilo era um sonho, que fosse louco. Se fosse um mal passageiro, que ela aproveitasse enquanto havia tempo. Mas se fosse um efeito permanente, que marido pagasse por todos os seus pecados.

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