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Respire fundo

março 4, 2009

Heleyne trabalhava numa lotérica em Irajá, e era daquelas pessoas certinhas. Sempre lembrava dos aniversários de todos os colegas de trabalho, e sempre comia no mesmo restaurante. Não roia as unhas, não repetia a mesma roupa e nem se atrasava para seus compromissos. Estava solteira por opção, já que não era dada a relacionamentos furtivos. Naquele dia, porém, ela estava entediada consigo mesma. Sentia uma vontade incontrolável de burlar as próprias regras. Daí, sem mais nem menos, resolveu pegar o elevador, que àquela horas estava sempre cheio, e soltou um peido. Aquela transgressão foi tão libertadora que ela relaxou. Descobrira um prazer tão simples que nunca mais teve momentos de aborecimento.

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