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O adultério que não conta

fevereiro 28, 2010

Adelino saiu de casa com três botões da camisa estrategicamente abertos, no que se podiam ver os fartos pêlos aloirados saltando do peito. Apesar da chuva, algumas pessoas também estavam acaloradas e, inclusive, calorosas. Um flerte, um sorriso, um convite. Ele seguiu na frente. Neusa o acolheu em si, numa cama que não era deles. Nu, o homem adormeceu e sonhou com sua esposa. Ela, extasiada, traiu o marido pensando no que fazer para o jantar. De qualquer forma, o adultério praticamente não se deu, pois apesar do corpos estirados, eles nem estavam lá.

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4 Comentários leave one →
  1. março 2, 2010 9:38 am

    Pela falta de palavras, fico no clichê: amei.

    Amei este e os outros tantos que li.

    Belo achado.

    Beijo.

  2. março 2, 2010 11:03 pm

    Ai, Rafael… Pra quê as pessoas fazem essas coisas, meu caro? Suburbanismo do espírito?

  3. março 3, 2010 10:23 am

    fiquei introspectivo.

  4. cinebuteco permalink
    março 5, 2010 6:07 pm

    Que legal! E de fato, não houve adultério…

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