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A raspadinha

fevereiro 4, 2011

Depois de dourar as batatas no caldinho da carne assada, cuja receita foi dada num desses programas matinais, Deise tapou a panela de pressão e correu para o banho. Seu marido, Edgard, deveria chegar a qualquer momento, e a jovem queria surpreende-lo com a mesa posta e os cabelos lavados. A sincronia deles, então, foi mais do que perfeita: a maçaneta da porta girou no exato momento em que ela, com o corpo exalando óleo de amêndoas, punha os talheres sobre os guardanapos.

Como todo casal apaixonado, eles beijaram-se com fulgor e sorrisos. Sentindo o delicioso aroma que vinha da copa, Edgard largou suas sacolas sobre uma das poltronas de vime e puxou a esposa pela mão, um tanto curioso, um tanto faminto. Ele lambia os beiços, quase chegando a babar. Deise, imperativa, o proibiu de sentar-se à mesa antes de tomar um bom banho: – Pode ir se levantando, você estava na academia. Vai se lavar logo, que eu não deixo a janta esfriar.

Contrariado, Edgard tira toda a roupa ali mesmo, levanta os braços e convoca a esposa: – Vem aqui me cheirar, bandida! Vem ver se eu to fedendo, vem? – De fato, ele havia tomado banho na academia. Mas tinha algo de diferente, algo que Deise não conseguia identificar. Num piscar de olhos, entretanto, ela percebeu: – Você raspou o suvaco, Edgard? Que porra é essa… Tá todo raspado, seu sem-vergonha? Por acaso, vai me dizer que tá virando viado?

Meio desconcertado, Edgard gaguejou: – Tá na moda! Todo mundo na academia tá raspando, e eu fiz também! – Logo em seguida, subiu as escadas batendo com os pés. Lá de cima, já recomposto, reiterou: – E não tem nada de viado nisso, hein? Veja lá como você fala comigo. Deise tapou a boca com as mãos e abafou o riso. Apesar de estranho, aquilo a deixou com a libido descontrolada.

Vinte minutos depois, Edgard desceu e, para sua surpresa, encontrou a esposa peladinha sobre a mesa. Baqueado, perguntou: – Cadê a janta, sua louca? E Deise, faceira, respondeu com um risinho cínico: – Hoje a janta sou eu! E aquela cruzada de pernas foi a gota d’água para ele. Sem pestanejar, arrancou a bermuda e caiu de boca naquela vagina gordinha e sapeca. – Sabe o que seria delicioso? Raspar essa bucetinha!

E lá foram eles para o banheiro. Espuma para barbear, gilete, gemidos, suor e, enfim, gozaram. Deise, mesmo sufocando de calor, não deu trégua: – Agora eu quero cavalgar, pra te curtir. E o segundo round durou quase quinze minutos, com os dois caindo desacordados no piso do box. Naquela noite, eles bateram recordes, e no dia seguinte resolveram compartilhar a experiência escrevendo um depoimento anônimo, que fora postado num blog de taras. A brincadeira só perdeu a graça dois dias depois, quando os pêlos voltaram a crescer…

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2 Comentários leave one →
  1. fevereiro 7, 2011 9:57 am

    A novidade é bastante excitante, né? E pêlo volta pior que capim, um nojo.

  2. fevereiro 9, 2011 12:16 am

    “vagina gordinha e sapeca”. Hehehe, ai Rafael, essas suas descrições…

    Realmente, pelo crescendo, hum… é de matar. Por aqui galera entrou numa de raspar tudo, tá rolando um look bucetinha da playboy geral. É meio brochante às vezes.

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