Blogs can kill
Depois de assistir uma reportagem sobre o assunto no Fantástico, Risólinda acordou com fogo na calcinha e criou um blog. Depois de passar uns quinze minutos pensando, conseguiu inventar um nickname bem diferente ( para não ser reconhecida pelos amigos ), depois escolheu um template bacaninha (para pagar de descolada ) e instalou um sistema de comentários, incluindo contador e mais um monte de sofisticações virtuais.
Passou horas escrevendo seu primeiro post, depois editou tudo e, no dia seguinte, finalmente publicou. Ninguém visitou sua página, nem naquele, nem nos três dias que seguiram. Para promover, então, sua mais nova cria, a menina visitou vários outros blogs e deixou comentários capciosos, com a assinatura de sua personagem. Mesmo depois de tanto trabalho, ninguém se deu ao trabalho de ir lá deixar um recadinho qualquer.
Revoltada, Risólinda teve a insólita idéia de gongar a si mesma. Criou seu próprio stalker, deixou mais de duzentos recados ríspidos nos blogs alheios, e depois contou para as amigas que estava sendo ameaçada. Sem conseguir a atenção que tanto almejava, resolveu se matar de forma dramática. Deixou um aviso em seu diário virtual, para que quem lesse aquilo tentasse a impedir de se jogar do terraço do prédio onde morava. Infelizmente, a suicida não chegou a ver o único comentário que deixaram em seu blog: “Fica, vai ter bolo”
Lama, suor e chiqueiro
– Mamãe, Você está acordada?
– Não, mas pode continuar falando assim, bem baixinho, que eu te escuto.
– Mamãe, nossa casa foi construída em cima de um cemitério indígena?
– Não, que eu saiba. Agora me deixe dormir, ok?
– Sabe se isso aqui era um chiqueiro, ou matadouro?
– Não tenho a menor idéia, querido.
– Será que algum assassino serial fez um massacre no nosso porão?
– Aonde você quer chegar com essas perguntas, Estevão?
– Bom, a porta dos fundos estava aberta, a vovó está enfiando um crucifixo na buceta, tem sangue escorrendo pelas paredes do banheiro, nosso cachorro está morto dentro do microondas, uma menininha loira está berrando dentro da tv, tem um montinho de pedras sujas de lama sobre a mesa da cozinha, as tripas do papai estão penduradas no lustre, pequenos demônios avermelhados saem aos montes por um buraco no meio da sala, minha irmã está engatinhando mo teto, há um pentagrama desenhado na porta de seu quarto e um maluco está perguntando pelo telefone qual o seu filme de terror favorito. Vai atender, ou quer que deixe recado?
Amor sem limites ( ou travestis não podem amar? )
Traumatizado por flagrar o próprio pai travestido de mulher, Raphael cresceu com sérios problemas psicológicos. Na solidão de seu quarto, o rapaz passava madrugadas inteiras caçando fotos de pornografia na internet. Seu disco rígido era mais promíscuo e libertino que qualquer fotologer.
Ao ser aprovado para uma universidade federal, o rapaz se mudou para o Rio de Janeiro, onde iria morar numa república de estudantes, na Urca. Apesar de seus sérios problemas de sociabilidade, aos poucos foi criando laços de coleguismo com alguns dos rapazes. Ao fim do primeiro semestre, aceitou sair para tomar uma cerveja no Largo do Machado, o que já era uma grande evolução.
Embriagado e perdido, Raphael cambaleou pelas ruas desertas, mas conseguiu chegar até a orla. Sem o menor senso de direção, seguiu para o Aterro do Flamengo, achando que estava indo para casa. Entre alguns arbustos, vomitou tudo o que havia bebido e mais um pouco. Ficou sentado sob a copa de uma amendoeira, até se recompor.
Quando conseguiu se firmar nas duas pernas, Raphael caminhou até a avenida principal. Avistou uma mulher de vestido rosa-choque, do outro lado, e foi perguntar-lhe como faria para chegar na Urca. Para sua surpresa, a tal figura era uma boneca travesti, que fazia ponto por aquelas bandas, mais conhecida como Samantha Reever Terius.
Perturbado com a descoberta, Raphael não conseguia soltar um murmuro que fosse. A lembrança de seu pai travestido inundava sua mente, trazendo de volta todas as sensações desagradáveis que sentira naquela fatídica noite. Sem saber o que fazer, Samantha o abraçou e acariciou sua nuca. Nem milésimo de segundo, o rapaz se recuperou do susto e sentiu uma leve ereção se formando dentro de sua calça jeans.
A boneca também sentiu o volume se formando, e disse que faria a completa com ele, por um valor bem módico. Sem pestanejar, e tomado pelo desejo, Raphael enfiou a mão no bolso e tirou todo o dinheiro que tinha. Envergonhado, mostrou para ela os R$ 3,70 que tinha, e perguntou o que poderia ser feito com tal quantia. Samantha o pegou pela mão, atravessou a pista e entrou na escuridão do parque arborizado.
Raphael nunca teria imaginado que um dia iria bater punheta para uma travesti por tão pouco dinheiro, mas tudo aquilo mexeu com sua libido, e ele curtiu cada momento daquela novidade como uma criança que acaba de ganhar o melhor brinquedo de todos os tempos. Nem se enojou ao ser atingido por vários jatos de esperma quente na testa desnuda. Depois de se limpar, deu um beijo estalado na bochecha da boneca e segui todo feliz para a república.
Atualmente, o rapaz não só está livre de seus traumas, como também ajuda o próprio pai a se arrumar para a balada. Apesar de sentir desejo por travestis, Raphael evita transar com qualquer uma. Sempre que sente aquela vontade, liga para Samantha. E como ele adora bater punheta para ela, que nem cobra mais pelo serviço.
Greice e Kelle ao telefone
– Ah, eu decidi que agora só chupo o pau de judeu.
– Por causa da pelinha?
– É. Odeio homem que deixa acumular queijinho dentro do bico de chaleira.
– Mas pelinha é legal, vai?
– Tá bom, me convence…
– Dá para brincar de soprar, sei lá…
– Assoprar? Porque eu assopraria o pau do cara?
– Ah, para descontrair.
– Se eu quisesse descontrair, iria pro bingo.
– Tá a fim?
– De que? Soprar um pau?
– Não, Greice. Ir ao bingo.
– Ok, passa aqui e dá um toque no celular que eu desço.
– Tá bom, se apronta logo.
O bebê de Daniela
Abril de 2005, em São Paulo. Daniela estava absorvendo um pouco de cultura, no glamour de sua chaise-longue com forro em pele de raposa, quando sentiu um leve desconforto abdominal. Pensou em ligar para seu médico, mas lembrou ter comido seis burritos, que Ronaldo trouxe diretamente do México, logo no comecinho da tarde. Como toda mulher moderna faria, ela abstraiu a sensação de ardência que lhe escorria por entre as pernas.
Ao levantar-se, para beber um copo de Perrier, percebeu uma discreta mancha de sangue na belíssima pele de raposa. Para explicar aquele incidente, só podia haver duas explicações plausíveis: o bicho ainda estava vivo, ou ela estaria menstruando. Como ninguém desenvolveu a técnica de embalsamar animais vivos, só restava a segunda possibilidade. Isto é, restaria se Daniela não estivesse grávida de dois meses.
A modelo levou quase meia hora para chegar a essa conclusão e, apavorada, ligou para o homem mais importante de sua vida: o advogado. “Tô abortando, caralha?! Deve ser macumba da Millene!“, gritava ao telefone, enquanto esfregava uma toalha morna no xereca, para estancar o sangramento. Depois de alguns minutos, Daniela finalmente foi acalmada por seu conselheiro legal.
Em poucos instantes, estava no hospital mais glamouroso de São Paulo, onde os médicos confirmaram suas suspeitas. O bebê estava sendo expelido, completamente intacto. “O meu filho vai sobreviver, com esse tamanho? Vou poder criar ele? É preto ou branco?“, perguntava repetidamente, louca de seu cu. “Eu sou rica, hein? Eu acabo com a vida de vocês se essa criança morrer. Eu já expulsei gente da minha festa por muito menos que isso!”
Alheio a tudo isso, Ronaldo jogava uma pelada, com seus colegas, em algum lugar da Europa. “É melhor que ele não saiba de nada, até conseguirmos uma estratégia inteligente e eficaz, Daniela. Talvez possamos implantar um feto em seu útero. É arriscado, mas money changes everything.“, aconselhava o advogado.
Ainda sob o efeito da anestesia, Daniela teve uma idéia: “Vamos manter o bebê num frasco, que nem aqueles brinquedinhos de aquaplay. O Ronaldo nem vai notar, não para em casa mesmo…” O advogado, coçando o cavanhaque com a mão esquerda, numa pose clássica de vilão, consentiu com a idéia. “Se ele resolver te largar, essa criança pode garantir uma pensão milionária, mocinha. Vamos arrumar um pote de maionese, e um pouco de formol.”
Ao saber do nascimento prematuro de seu décimo filho [contando com os bastardos], Ronaldo voltou para o Brasil, deixando seu treinador a falar sozinho. Daniela o esperava, sentada ao lado do berço, onde jazia o pote de maionese com meio litro de éter e uma massa disforme de carne dentro. “Veja, Ronaldo, nosso filho é a sua cara. Olha a boquinha dele, não é linda?”
E todos viveram felizes, até que a empregada venezuelana deixou “a criança” cair, escadaria abaixo, achando que se tratava de um pote de nabo em conserva. Daniela e Ronaldo mandaram prende-la por assassinato doloso, e logo em seguida comunicaram a morte do herdeiro, no programa Domingão do Faustão.
Crise da higiene corporal ( versão gay )
Edelson – Queria te pedir uma coisa, meu amor. Promete não se assustar? [ falando de um jeito manhoso, com o dedo mindinho na boca ]
Lígio – Ihhh… Lá vem merda! Detona a bomba, vai. [ falando de um jeito grosso, enquanto coça o suvaco ]
Edelson – Não, querido. Nada demais. Coisa boba… [ dando um risinho tímido, que é tapado pela mão logo em seguida ]
Lígio – Fala, lepréia. O que você quer, com essa cara de sonso? [ se estirando pelo sofá, agora com a mão dentro da cueca ]
Edelson – Tipo assim, queria raspar o seu saco, hoje. No banho… [ girando os olhinhos e balançando a perninha que pendia pelo braço do sofá]
Lígio – Algo de errado com o meu saco? Ta muito peludo? [ abrindo a cueca e averiguando o material ]
Edelson – Não, amor. É que eu li numa revista que é erótico. [ apontando delicadamente para o balaio de revistas ]
Lígio – Erótico de cu é rola. Vai que tu me corta com a gilete… [ fazendo cara de quem comeu e não gozou ]
Edelson – M-m-mas fica tão mais gostoso de chupar… [ batendo as palminhas da mão, em ritmo de festa ]
Lígio – Ahhhh… Então você tem segundas intenções. [ pisca o olho ]
Edelson – Terceiras, quartas, quintas… Deixa, vai? [ pisca o olho também, mas dessa vez, lá dentro da cueca ]
Lígio – Ok. Mas com uma condição: hoje eu te como sem lubrificante. [ risada maliciosa ]
Edelson – Eu hein? Você pensa que eu achei meu cu na lixeira? [ com as mãos na cintura e ar desafiador]
Lígio – Tem dias que parece ter xorume aí dentro, mesmo.
Edelson – Filho da puta, está tudo acabado entre nós!!! [ fazendo a posa clássica do bule de porcelana brocada ]
Lígio – Tranqüilo. Mas antes de ir embora, pode dar uma mamadinha? [ balançado uma piroca ainda frapê ]
Edelson – Demorou. [ é muito esculaxo nessa vida, ir embora sem dar uma última mamada ]
Doces perguntas
O professor Rodovaldo estava falando sobre o alto teor de glicose encontrado no sêmen, quando uma caloura de vestido rosa levantou o braço e se fez ouvir:
– Se eu entendi bem, o senhor está dizendo que tem encontra muita glicose no sêmen. Seria tanta quanto no açúcar?
– Sim. Respondeu o professor.
– Então por que o gosto não é doce? Perguntou ela, com olhos interrogativos.
Após um silêncio de estupefação, a classe toda arrebentou numa gargalhada. A pobre garota ficou roxa de vergonha assim que percebeu quão impensada foi sua pergunta. A resposta do professor, entretanto, foi clássica:
– O gosto não parece doce porque as papilas gustativas que reconhecem este sabor encontram-se na ponta da língua e não no fundo da garganta…
Motoca e Lambreta Universais
Amigas inseparáveis desde a primeira infância, Motoca e Lambreta eram conhecidas em toda a Tijuca como as meninas que botaram fogo no Shopping 45, com apenas quatro anos de idade. Aquelas duas gostavam de se esparramar pelos bares da praça Varnhagem e desciam das prateleiras todos os tipos de bebidas: do mais puro uísque a mais corrosiva cachaça. E há quem diga, veja bem, que embriagadas, elas reinventaram o kamasutra.
Era manhã de sábado, e depois de esvaziarem uma garrafa de Absolut no café da manhã, Lambreta resolveu que só mesmo uma igreja poderia acabar com aquele tesão que queimava as entranhas. Saíram cambaleando e entraram na primeira Universal que encontraram. O pastor Cledivaldo estava aos berros, enquanto uma mulher se contorcia no altar ( ou seria o palco, numa leitura mais apropriada? )
O exorcismo em si, não tinha muita graça. Era uma performance chocante, com direito a falas em línguas extintas e muitas referências ao inferno. Lambreta chegou a ficar sonolenta, meio que despertando a cada novo grito. O lado bom é que o pilequinho foi rapidamente esquecido, à medida que a adrenalina corria alucinadamente por suas veias azuis. Motoca estava quase prestando atenção naquele teatro quando, do nada, pipocou uma senhora do seu lado.
Com uma sacolinha de feltro vermelha, Dona Aduela recolhia o dízimo dos fiéis, prometendo o céu, as estrelas e uma vida depois da morte. As garotas, descrentes e mais duras que mendigo no carnaval, sorriram com educação e declinaram, afirmando que precisavam guardar suas economias para comprar o último LP de Ney Matogrosso. Lambreta ia soltar uma gargalhada quando, furiosa, a velha beata as aponta como criaturas endemoniadas.
O pastor, num pulo, larga a mulher contorcionista com as pernas arreganhadas sobre o altar e corre para a platéia, como faria um rock star em estase. Em poucos segundos, Cledivaldo cercara Motoca e Lambreta, desferindo golpes verbais, enquanto vários perdigotos atingiam-lhes as ventas. Enojadas, elas bem que tentaram sair com educação daquela armadilha, mas foram impedidas pela turba de crentes revoltados.
Imperativo, o pastor as condenou ao fogo do inferno caso não pagassem de bom grado pelo dízimo que deviam. Motoca, que não valia um sacolé de Ki-suco, desmanchou-se em uma gargalhada digna de pombagira. Lambreta, logo em seguida, levou as mãos sobre a cabeça e começou a rodar em torno da amiga, fingindo estar incorporando algo ruim, como que nas coreografias da boa e velha Britney Spears.
A performance foi tão bem sucedida que até o pastor, acostumado a tanto teatro, acabou entrando na bagunça. Ele se tremia com uma odalisca, fazendo ondas com a barriga. Dona Aduela, mais centrada, limitou-se a soltar os cabelos e bater palmas. O deboche das meninas contagiou toda a horda de fies, contaminando-lhes, um a um. Em poucos minutos, a igreja inteira girava sob o batuque hipnótico da macumba remixada de Motoca e Lambreta.
Quando se deram conta da balbúrdia que haviam causado, as gurias escaparam pela multidão e se esconderam numa galeria, onde rolaram de rir, até bater aquela vontade de encher a cara mais uma vez. Sem cerimônia, abriram uma garrafa de saquê e tomaram, de canudinho, enquanto chutavam pequenos cacos de vidro na escadaria do metrô da praça Saens Pena. Nada mal, para um domingo nublado e sem jogo do Flamengo para agitar aquelas ruas…
Obamania interrompida
A decepção no rosto de Dona Zildete era explícita. Saíra de Vista Alegre com a certeza de realizar um sonho, carregando consigo a cadeirinha de praia, uma muda de roupas e mantimentos. Já estava acampada na Cinelândia quando recebeu, com tristeza, a notícia de que o presidente Obama não iria mais falar ao povo. “Pode voltar pra casa que ele só vai receber empresários, vovozinha” – exclamava ironicamente o policial Alarcão, com sua barriga mole marcada pelo cinto apertado da farda. Não foi dessa vez que Dona Zildete iria ter a chance de acertar a cara de um presidente dos Estados Unidos com aquele tomate velho, que deixara embebido em caldo de repolho por uma semana inteira.
O Céu, o Inferno e uma Quitinete em Copacabana
Com ar de desdém, M. Lúcifer olhou por sobre o próprio ombro e deu uma risadinha amarela ao avistar a chegada de um antigo conhecido, que vinha caminhando sozinho debaixo do sol escaldante de Saracuruna. Eles já não se viam há séculos, mas nunca foram capazes de esquecer um do outro, tamanha a importância que tinham para a exitência do universo. Sua relação de amor e ódio transcendia qualquer sentimento mundano, mas a verdade é que nenhum dos dois poderia existir sem aquela ambivalência.
– Ainda carregando sua cruz, JC? Até quando vai se fazer de coitado?
– Essa é minha sina, M. O que faz tu, sentado nessa cadeira de praia?
– Tomando minha groselha e comendo amendoins japoneses. Quer um pouco?
– Não, obrigado. Prefiro não me render aos prazeres mundanos.
– Pois saiba que está salgadinho, assim como o suor que lhe escorre pela testa.
– Continua o mesmo, debochado e irreversível. Toma jeito, criatura!
– Eu tomo é Special K e cheiro muito padê, isso sim!
– Do que está falando? Essas coisas só podem ser malditas invenções suas.
– Que nada. Isso é invenção de Vera Fischer, aquela vagabunda…
– Só por causa da tua inconveniente companhia, demônio. Ela já foi uma mulher de bem!
– Aham, Claudia. Senta lá…
– O que isso quer dizer?
– Esquece, você não deve nem saber o que é YouTube…
– Você se julga muito sabido…
– Porque não experimenta um pouco antes de você me julgar?
– Isso é um prazer mundano, já disse! Não irei me moldar aos teus melindres!
– É por causa de preconceituosos como você que os gays ainda apanham…
– Eu não sou preconceituoso! Não julgo ninguém!
– Então cheire um pouco comigo, e depois saberemos se você julga ou não…
– Pois eu aceito o desafio! Dê-me esse pó e diga-me como fazer!
– Demorou!
Minutos depois, M. Lúcifer e JC foram vistos dançando num inferninho da Vila Mimosa, cercados por vários anjos caídos e algumas vadias que trabalhavam nas Lojas Americans do shopping Bangu. Não se sabe exatamente aonde JC largou sua cruz, mas desde então os dois esqueceram suas rinhas e voltaram a dividir uma quitinete na rua Prado Junior. O aluguel sempre é pago adiantado.